O maniqueísmo ying e yang da divisão de direita e esquerda suscita muita confusão, para ambos os lados.
Tornar-se um ativista de qualquer um dos lados, faz com que geralmente o sujeito compre os pacotes prontos do fast-food ideológico que os caminhos e estradas políticas oferecem.
Acontece que num mundo cada vez mais pós-moderno e relativizado, onde a mentalidade cartesiana dá espaço para uma visão quântica da existência, contradições habitam na maioria das vezes um mesmo lugar no espaço. Ainda mais na política brasileira, onde 27 estados e milhares de municípios são tão diferentes entre si, de modo que um sujeito que se diz de esquerda em Roraima, passe a ser interpretado como de direita pelos esquerdistas cariocas.
Eu defendo uma visão liberal da política, sem ser conservador, de modo que posso parecer de direita para um esquerdista mais fanático e um esquerdista por um direitista conservador cristão.
Citando o mestre Raul Seixas, " Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formado sobre tudo".
Não necessariamente eu tenha que tomar um lado para que eu tenha minhas visões políticas.
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