sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O complexo político da contemporaneidade

O conceito e aplicabilidade da direita e esquerda remete à Revolução Francesa a 226 anos atrás.
Nós, de ambos os lados, caímos num erro histórico gravíssimo em achar que a sociedade e o homem estão absolutizados dentro dessas duas ideologias opostas.
Vamos colocar o início da escrita, que ocorreu com os sumérios por volta de 3500 a.C, como marco temporal do desenvolvimento e evolução do homem dentro da estrutura civilizacional no planeta. São 5.500 anos até hoje que os homens se complexificaram e formaram bases ética e morais quase imutáveis.
E hoje, nós ignoramos esse tempo em prol da absolutização das implicações de uma Revolução Francesa recente que em tese afeta mais o lado ocidental do globo. Nós somos ingênuos em acreditar que direita ou esquerda responde ao oceano da inquietude humana.
Não só não responde, como reduz o pensamento de milhares de anos a meras bobagens ideológicas que fariam Platão ou Títio Lívio gargalharem eternamente.
E ainda temos a petulância de atribuir as correntes ideológicas a primazia de detenção de valores e até da própria arte. Reduzimos tudo a uma política safada criada por franceses, logo depois o louco Napoleão reforma o absolutismo e põe em prática o famoso lema histórico de mudar para que tudo permaneça como está.
Eu escrevo esse texto como um desabafo a minha total descrença nesse modelo político filho da revolução francesa, e mais ainda a essa direita e essa esquerda tacanha que se desenrolou no século XX.
Quando na política começarmos a derrubar esses conceitos e tudo que eles carregam, poderemos restaurar valores que foram derribados e abrir nossas mentes para novas mudanças.